Infertilidade conjugal: o que você precisa saber!

Assim que estivermos diante de um diagnóstico estabelecido, segue-se para a abordagem de possíveis causas e em alguns casos será necessário a ajuda dos tratamentos de Reprodução Assistida

Primeiramente é importante destacar que a infertilidade conjugal é muito mais frequente do que se pode imaginar, acometendo de 10% a 20% dos casais.

Conceitualmente, dizemos que estamos diante de um caso de infertilidade quando um casal saudável que, mantendo relações sexuais frequentes, sem uso de qualquer método anticoncepcional, por 1 ano consecutivo, não consegue engravidar. Esses casais devem então procurar seu médico ginecologista que irá fazer a investigação inicial. No entanto, vale muito a pena destacar que, diante da nova realidade da mulher moderna, que cada vez mais vem postergando a maternidade, esse conceito precisou ser
adaptado.

Hoje, nesse mesmo cenário apontado acima, se a mulher já tiver atingido a idade de 35 anos, o indicado é antecipar essa investigação após 6 meses de tentativas sem conseguir a gravidez e não mais 1 ano.

A investigação inicial deve incluir exames laboratoriais de saúde geral, dosagens hormonais, exames de imagem, com o intuito de estudar a integridade do aparelho reprodutor feminino, além disto, é necessário o estudo do ejaculado masculino, que chamamos de espermograma (sim, é muito importante que desde o início, o casal seja investigado e não apenas a mulher). Assim que estivermos diante de um diagnóstico estabelecido, segue-se para a abordagem de possíveis causas e em alguns casos será necessário a ajuda dos tratamentos de Reprodução Assistida.

Os tratamentos dentro da Reprodução Humana, que dispomos hoje, são divididos em tratamentos de baixa e de alta complexidade. A baixa complexidade abrange o Coito ou Namoro Programado e a Inseminação Intrauterina. Por outro lado, quando nos referimos a alta complexidade, estamos falando sobre a Fertilização In Vitro, onde o encontro do óvulo com o espermatozoide se dá em ambiente de laboratório, e o embrião é transferido para o útero materno.

Para finalizar, quero estimular os casais que hoje encontram-se com dificuldade para engravidar que sigam na busca dos seus sonhos e que procurem ajuda especializada, pois muitas vezes o positivo será possível de alcançar!

Compartilhe:

Veja também:

0503_-_CAPA_POST_BLOG_SEMANAL_-_PROCRIAR

Banco de sêmen e banco de óvulos: como funciona e como escolher?

O banco de sêmen e o banco de óvulos são alternativas importantes dentro da reprodução assistida. Em muitos casos, a doação de óvulos ou espermatozoides é o caminho que torna possível construir uma família quando não há gametas viáveis próprios ou quando o projeto parental exige essa opção. Entender como

Gravidez com HIV: é possível engravidar com segurança?

Durante muitos anos, o diagnóstico de HIV foi visto como um obstáculo para quem desejava ter filhos. Hoje, gravidez com HIV é uma realidade possível, e cada vez mais segura. Com os avanços da reprodução assistida e do tratamento antirretroviral, casais sorodiferentes podem planejar a concepção com acompanhamento especializado e

0204_-_CAPA_POST_BLOG_SEMANAL_-_PROCRIAR

Por que alguns ciclos produzem poucos óvulos?

Durante um tratamento de fertilização in vitro (FIV), uma das etapas mais importantes é a estimulação ovariana, cujo objetivo é estimular os ovários a produzirem múltiplos óvulos em um único ciclo. No entanto, nem sempre a resposta acontece como esperado. Em alguns casos, mesmo com o uso adequado de medicações,