A transferência embrionária é uma das etapas mais aguardadas da fertilização in vitro (FIV). Após a fecundação e os dias de desenvolvimento em laboratório, é chegada a hora de definir qual embrião será transferido para o útero. Esta é uma decisão que pode impactar diretamente o sucesso do tratamento.
A seleção embrionária é um processo técnico, cuidadoso e realizado por embriologistas especializados, mas também envolve ética, segurança e sensibilidade. Neste artigo, explicamos como essa escolha é feita na prática e quais fatores realmente importam.
Por que é importante escolher o embrião com maior potencial?
Selecionar o embrião ideal aumenta as chances de implantação e reduz a necessidade de ciclos repetidos. Isso favorece uma jornada mais segura e reduz riscos, como o de gestação múltipla quando é necessária a transferência de mais de um embrião.
A meta é sempre a mesma: alcançar a gestação com segurança e responsabilidade, respeitando as características e necessidades de cada paciente.
Como os embriões se desenvolvem no laboratório?
Durante os primeiros dias após a fecundação, o embrião passa por fases previsíveis. Esse acompanhamento ajuda os embriologistas a identificar padrões saudáveis de desenvolvimento.
As etapas principais incluem:
- D1 – Zigoto
- D2 – 2 a 4 células
- D3 – 6 a 8 células
- D5 ou D6 – blastocisto (a fase mais comum para transferência)
Essas observações permitem avaliar o ritmo e a qualidade da evolução embrionária.
Critérios utilizados para escolher o melhor embrião
A seleção do embrião com maior potencial é baseada em uma combinação de análises técnicas que se complementam.
Avaliação morfológica
É a avaliação visual do embrião. O embriologista observa:
- número e simetria das células;
- presença ou não de fragmentações;
- ritmo de desenvolvimento;
- aspecto geral do blastocisto.
Embriões mais homogêneos, com poucas irregularidades e com progressão adequada costumam ter maior potencial de implantação.
Monitoramento Time-Lapse
O Time-Lapse é uma tecnologia que registra continuamente o desenvolvimento embrionário dentro da incubadora, evitando manipulações desnecessárias.
Com esse método, é possível identificar detalhes microscópicos das divisões celulares e prever com maior precisão quais embriões apresentam trajetória evolutiva mais promissora.
Estágio de blastocisto
A maioria das transferências ocorre no estágio de blastocisto, quando o embrião já está mais desenvolvido. Nessa fase, são avaliados três componentes principais:
- ICM (massa celular interna) – que formará o bebê;
- TE (trofoectoderma) – que dará origem à placenta;
- grau de expansão – indicador de maturidade.
Blastocistos equilibrados e bem formados tendem a ser priorizados na transferência.
Análise genética embrionária (PGT-A)
Em situações específicas, pode ser recomendado o PGT-A, exame que identifica alterações cromossômicas e ajuda a selecionar embriões com maior chance de implantação.
O exame pode ser indicado em casos como:
- idade materna acima de 38 anos;
- abortos recorrentes;
- falhas repetidas de implantação;
- doenças genéticas conhecidas na família.
O PGT-A não garante gravidez, mas reduz riscos e melhora a assertividade da escolha.
Histórico clínico da paciente
A escolha do embrião é sempre personalizada. A equipe avalia fatores como a idade da mulher, reserva ovariana, condições do útero, doenças associadas (como SOP ou endometriose) e número e qualidade dos embriões disponíveis.
A decisão final é sempre baseada na combinação entre ciência e individualização.

Quem toma essa decisão?
A seleção embrionária é feita por embriologistas especializados, em conjunto com o médico responsável pelo tratamento.
Na Procriar, tudo acontece em laboratórios modernos, com protocolos de segurança e rastreabilidade que garantem a integridade de cada embrião e a precisão das etapas.
É permitido escolher o sexo do bebê?
No Brasil, a escolha do sexo só é autorizada em situações médicas específicas, como para evitar doenças ligadas ao cromossomo X, por exemplo.
Por preferência pessoal, a seleção de sexo não é permitida, seguindo as normas do Conselho Federal de Medicina (CFM).
A escolha do embrião é ciência, mas também acolhimento
Embora guiada por critérios técnicos, essa escolha carrega forte componente emocional. Cada embrião representa uma possibilidade concreta na vida dos pacientes, e a equipe tem total consciência disso.
Por isso, toda a comunicação é transparente, ética e respeitosa, garantindo que os pacientes compreendam cada etapa e se sintam amparados.
Além do embrião: o que também influencia o sucesso?
A seleção embrionária é uma etapa essencial, mas não é a única responsável pelo resultado da FIV. Outros fatores desempenham papel importante:
- qualidade do endométrio;
- equilíbrio hormonal;
- hábitos de vida;
- preparo emocional;
- precisão dos procedimentos laboratoriais.
A FIV é um conjunto de decisões, e todas elas somadas aumentam as chances de sucesso.
Caminhos possíveis, decisões cuidadosas
A seleção do melhor embrião é um processo detalhado, pautado na ciência, na ética e na individualização. Com a tecnologia atual e a expertise das equipes especializadas, a escolha se tornou cada vez mais precisa e segura.
Na Procriar, a avaliação embrionária é realizada com rigor técnico, tecnologia avançada e o compromisso de cuidar da sua história com responsabilidade e acolhimento.
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